Confira a crítica de Ainda Temos a Imensidão da Noite
Viver e se sustentar em um país que não prioriza o entretenimento é um desafio, principalmente os músicos, que querem ser conhecidos por suas letras e arranjos e deixar as contas em dia, mas como fazer isso no Brasil? Esta é a principal abordagem de ‘Ainda Temos a Imensidão da Noite’ de Gustavo Galvão.
Temos aqui a narrativa de Karen (Ayla Gresta) um trompetista e cantora de uma banda de rock que toca em lugares pequenos em Brasília, fazendo com que sua carreira não ‘decole’, por isso ele seguem os passos de Arthur (Gustavo Halfeld) um ex-parceiro de banda que vai para Alemanha tentar sucesso.
Em filmes musicais temos casos de atores que apreenderam um instrumento para fazer seu papel, aqui temos o contrário, temos músicos profissionais que são atores, o que dá muito peso e cenas de apresentações impressionantes. No primeiro acorde percebemos que não é um filme musical qualquer, você sente como se estivesse vendo a um show, percebe-se a potência da banda.
Curiosidade: A banda Animal Interior (Tem no Instagram) é a banda que você vê na telona.
A parte técnica do filme ou a trilha sonora tem a assinatura de Lee Ranaldo (Ex Sonic Youth) e o resultado é magnífica, a banda mistura diversos estilos musicais como hardcore e psicodélico em performances poderosas aproveitando todas as habilidades dos músicos.
Gustavo Galvão faz algo não usual ao filmar seu filme, ele se passa em duas locações Brasília e Berlim, mas ele não se apoia em pontos turísticos ou históricos para compor cenário, ele sua principalmente as partes periféricas de ambas as cidades para focar nas pessoas e suas relações e que elas não são formadas nos grandes centros.
O fato de termos músicos e não atores de ofício prejudicam pouco o filme, as atuações quando ocorrem fora dos instrumentos seguem o padrão e fazem sentido a narrativa mostrada aqui.

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