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Confira a crítica de Aspirantes



“Quem nunca sonhou em ser um jogador de futebol?”, a canção da  banda mineira Skank, nunca fez tanto sentido quanto no longa ‘Aspirantes’ de Ives Rosenfeld, onde Ariclenes Barroso (Júnior) busca no pequeno Bacaxá do Rio de Janeiro a possibilidade em ser um atleta profissional nas quatro linhas, com um detalhe importante, sua namorada Karine (Júlia Bernat) está grávida.

Falar de futebol em um país que respira essa atmosfera é uma tarefa árdua, afinal temos muitos torcedores de diversos times espalhados pelo Brasil, mas calma que o filme que falamos aqui traz uma abordagem diferente do esporte.

Temos aqui a história de Bento (Sérgio Malheiros) e Júnior, o primeiro consegue um contrato com grande time e pode buscar seu sonho de uma forma mais concreta, já Júnior precisa continuar sua caminhada árdua.

O longa foca no protagonista, de como ele precisa trabalhar, mas mesmo tempo somos apresentados a personalidade de Júnior de como a vida dele se transforma ao longo dos atos, devido as mudanças em sua rotina. Adaptação é a palavra chave.

Um das abordagens do filme é justamente essa, trazer os personagens, não o jogo, quando temos a bola em campo, a câmera fica na dupla de protagonistas, não no jogo naquela câmera que estamos acostumados em transmissões e em jogos de videogame do gênero.

As atuações são centradas sabendo transmitir o que é necessário para cada momento, Ariclenes é um exemplo disso, ele por apenas uma expressão corporal ou um olhar transmitir a emoção necessária na carga emocional que se precisa.

Os coadjuvantes também são bem explorados, a Dona Sandra (Karine Teles) agrega muito a trama, com cenas que de comédia, de drama e de explosão dramática que só grandes atrizes conseguem abordar. O técnico da dupla Bittencourt (Júlio Adrião) tem seus momentos ‘paizão’ e seus momentos ‘linha dura’.

A trilha sonora é bem utilizada para ajudar na cadência de cenas, principalmente nas cenas de jogos para ajudar nos sentimentos de angústia e alegria. O ritmo conduzido também diverge dos demais ao não abordar ‘nem tudo dará certo’ no final de tudo.

Nota: 4/5

Saldo: Filme seríssimo.

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