Confira a crítica de A Noite Amarela
Sabe quando você se depara um problema sério na sua vida que inicia a partir de um evento banal? Essa é proposta de Ramon Porto Maia (Nó do Diabo), de mostrar uma história de crescimento, um ‘efeito bola de neve’ nas telonas.
A narrativa acompanha sete amigos que vão para o litoral da Paraíba para ficar na casa do vô de um deles. E temos aqui um grupo bem marcado, principalmente no elenco masculino, cada um representa um estereótipo de adolescente no último ano do ensino médio, as meninas até fogem disso, mas há claramente uma inspiração para cada uma.
Os caminhos demonstrados nesta narrativa começam simples como um road trip adolescente, mas no primeiro desaparecimento o espectador é imergido em perguntas como Onde ela estará? Ou melhor, o que poderia ter lhe acontecido? E como eles reagem as essas perguntas isolados e em grupo, como cada um responde diferente por elementos ambientais, principalmente quando eles são mal iluminados e claustrofóbicos.
Ramon usa bem os ambientes escolhidos, mesmo que alguns apareçam diversas vezes e a cada nova cena, somos apresentados a casa, cômodos e partes das praias. Há também um controle da luminosidade cada momento para ajudar a demonstrar o sentimento do personagem.
Os jovens viajam para comemorar o futuro, mas são eventos do passado que tem mais apego no roteiro. Há diversos momentos de reflexão carregados em emoção, claro que há exageros, mas pontuais nessa boa história.
A construção feita por Ramon mostra a pressão que os adolescentes sofrem por diversos membros da família, por serem muitos imersivos em tecnologia, e até mesmo pelos melhores amigos por não ter feito ‘isso’ ou ‘aquilo. Essa imersão é feito com primor.
O filme pode ter uma abordagem para um público mais jovem, mas também há elementos para mais velhos e principalmente pais de adolescentes.
