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| Coringa | Crítica

Confira a crítica de Coringa



Estamos inundados por filmes baseados em quadrinhos, com pelo menos 2 filmes ao ano, tem as unanimidades boas como Mulher Maravilha (2017) e os filmes que deve ser esquecidos, como Lanterna Verde (2011); Somos apresentados aqui a Coringa, filme que traz uma nova luz ao gênero.

O longa têm os filmes dos anos 80 com a principal referência, principalmente visual e roteiro, então ele já é diferente nesse sentido, não há nenhum arco conhecido do vilão adaptado aqui, apenas o nome Arthur Fleck e o fato dele ser um comediante fracassado permanecem, o restante vêm diretamente do roteiro do próprio diretor e Scott Silver (O Vencedor), que sabem quais elementos devem aparecem para dar o peso ao palhaço do crime.

O protagonismo de Joaquin Phoenix é brilhante, ele domina a tela ao primeiro ao último ato, com a diversidade de camadas necessárias, transformações que um personagem tão conhecido como este precisa, mesmo quem não faz a menor ideia de quem é o Coringa irá se surpreender com a atuação de Phoenix.

Claro, que esse excesso de protagonismo ofusca os demais personagens que servem apenas como motivos e angariar mais informações ao longa enquanto ele transcorre, mesmo nomes de peso como Robert de Niro fica à mercê do sorriso mais famoso da HQ’s.

O filme trata a doença de Arthur (Afeto Pseudobulbar) como um problema sério e os eventos de Coringa só ocorrem pelo descontrole da doença e por Fleck se encontrar melhor na persona fora do comum e cada evento do filme ser ainda mais estimulante. O transtorno aqui não é fantasioso, ele é abordado com realidade e faz sentido ao mundo real, entendendo que não é ‘apenas um dia ruim’.

Todd Philips tem uma direção segura aqui, como o longa tem uma temática visual definida, ele se apoia nos arcos esperados neste gênero mudando muito pouco a narrativa, o ponto positivo fica em explorar o corpo magro de Joaquin (Ele perdeu cerca de 20 kg para este papel) em alguns closes o que passa para o espectador ainda mais loucura do personagem título.
O longa da DC Comics funciona muito bem com um filme de origem isolado, mas tem os elementos do homem morcego dos anos 80 como Gotham inundada na onda de crimes, Thomas Wayne (Brett Cullen) alheio a situação concorrendo a prefeitura, e é claro temos uma criança no filme chamada Bruce.

‘Coringa’ pode ser um dos filmes do ano, pela grande atuação de Joaquin e a fotografia impressionante, ele entrega todo o hype envolvido a ele. Fazendo sua visita ao cinema imprescindível.

Nota: 5/5

Saldo: Filme seríssimo.

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