Confira a crítica de Rambo: Até O Fim
John Rambo (Sylvester Stallone) é um dos personagens icônicos do cinema de ação nos anos 80 e 90, porém a cada novo filme o personagem se degastou, mas um desejo de fechamento fez com que o roteiro de Rambo: Até O Fim enfim saísse do papel.
O principal problema dessas sequências é que o mundo que Rambo está inserido mudou drasticamente, seus filmes ficaram datados, sem o peso por exemplo, que Rocky Balboa tem na história do cinema.
A narrativa tem a missão de trazer o personagem à tona e ao mesmo tentar mostrar um arco dramático, o roteiro de Matt Cirulnick e do próprio Stallone até cumpre essa missão no primeiro ato, mas depois ele vai se perdendo em um drama comum e com reviravoltas questionáveis.
Sylvester Stallone em cena
Foto: Divulgação – Imagem Filmes
O filme acerta, nas cenas de ação, elas são muito bem coreografas, enquadradas e aproveitam o total carisma do astro, que no alto de seus mais de 70 anos acaba com a gangue mexicana, homem por homem, alguns de uma maneira gore que apenas um filme do ‘exército de um homem só’ consegue.
Outro ponto interessante é que os personagens secundários como Gabrielle (Yvette Monreal) e Maria (Adriana Barraza) são usados para movimentar a histórias, são as ações das duas, principalmente de Gabrielle que alteram os rumos e principalmente tiram o guerreiro de uma vida comum de fazendeiro.
A direção de Adrian Grunberg (Plano de Fuga) é dentro do esperado, ele veem de filme como este Rambo, onde os planos de ação são muitos mais importantes do que arcos dramáticos e uma história crível.
Gabrielle (Yvette Monreal) e Sylvester Stallone (Rambo) em cena
Foto: Divulgação – Imagem Filmes
Ele até dá uma leve cutucada no atual presidente nos Estados Unidos, Donald Trump, em relação a construção do muro que separaria México e EUA, de como a população bem e mal intencionada o contornaria, a ideia inicial é interessante, mas novamente vai se perdendo ao longo da narração.
O saldo final é bom ‘Até o Fim’ (Trocadilho intencional), como um filme de ação, mas quando um filme como Creed: Nascido Para Lutar (2015) e Creed 2 (2019) onde houve a reinvenção da franquia e deu inclusive um Globo de Ouro para Stallone como melhor coadjuvante; Rambo passa longe, principalmente na sua última hora.
Este filme é um fim melancólico para nosso herói de faixa vermelha na cabeça.
Nota: 3/5
Saldo: Filme que começa sério e termina ‘ok’.


