Confira a crítica de Boas Intenções
O longa mostra a vida de Isabelle (Agnès Jaoui) professora de francês que em seu tempo livre faz trabalhos voluntários com imigrantes e refugiados ligados a aprendizagem do idioma francês, porém em uma disputa nada saudável com a professora de alemão (Claire Sermone) sobre quem faz mais trabalhos sociais, tudo começa a ser perder.
Essa pseudo competição faz com que seu trabalho voluntário se torne seu grande objetivo, mas ela acaba deixando sua família e trabalho de lado por causa da vitória e conforme o filme avança vamos entendendo as motivações de Isabelle de uma forma mais concreta.
O filme tem um roteiro estilo “bola de neve” onde tudo vai ser acumulando aos poucos para alcançar o clímax que neste caso é Isabelle perder totalmente o foco e precisar de ajudar para colocar sua vida de volta aos eixos e sua adversária se torna sua amiga neste processo.
Isabelle (Agnès Jaoui) em cena
Foto: Divulgação – Pandora Filmes
Mesmo tratando de um assunto real, o filme é bem-humorado o tempo todo, com boas piadas e alívios cômicos, típico daquele filme de final de tarde (Entendeu a referência?) sem um drama pesado e uma história fofa e simples.
Não há grandes desenvolvimento de personagens, o foco aqui é a história real, fazer com que o espectador faça conexões com a sua vida interpessoal, familiar e profissional e leve esses questionamentos adiante. Ele choca, de uma forma suave.
“Boas Intenções” pode não ser o exemplo de grande filme, mas cumpre seu papel como filme questionador e familiar; seu final é um exemplo. Não temos aqui uma construção de “felizes para sempre” e que tudo dá certo no final.
Nota: 3/5
Saldo: Filme que prefere ser leve do que sério, mas até que é bom.

