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| Suspiria – A Dança do Medo | Crítica

Confira a crítica de Suspiria – A Dança do Medo


Suspiria é conhecido por ser uma referência no terror em 1977 e até hoje ser considerado uma obra prima do gênero, devido a isso o longa ficou diversas décadas intocado, porém o competente diretor  Luca Guadagnino de Me Chame Pelo seu Nome (2017) teve essa missão de revisitar o clássico.

O filme é uma releitura como pede o manual, ele não simplesmente refilma ou refaz o clássico com novas tecnologias. O roteiro feito por próprio diretor e David Kajganich (A História Verdadeira) adapta a história para os tempos de hoje sem perder a essência do original, até mesmo a época que ocorrem os eventos do filme serão replicados aqui.

O novo filme não traz só a mesma atmosfera de 1977, mas ele também entrega a parte sócio-política presente o que fará os fãs da obra original ficarem felizes logo no primeiro ato e ao mesmo tempo explica todo o contexto para os alheios da época histórica.



O bom roteiro também mantém a premissa ou trama original sem nenhuma grande mudança, temos aqui também a jovem americana Susie (Dakota Johnson) que viaja para Alemanha para ingressar na famosa Academia de Dança de Tanz. Ao começar os ensaios ela chama a atenção da diretora artística Madame Blanc (Tilda Swinton)

Susie fará o papel principal da peça substituindo Patrícia (Choe Grace Moretz) que desaparece misteriosamente sem deixar vestígios. Seu psicólogo Josef (Tilda novamente) é o único realmente preocupado com a garota onde ele inclusive tenta provar a teoria que a academia é formada por bruxas e Patrícia foi uma das vítimas.

A parte visual do filme também se molda ao original, há algumas trocas de cores, como a substituição do rosa marcante por vermelho e tons mais escuros, mas sem perder o impacto e forma que ambos usam o figurino para contar a história. Algo que lembra bastante Cisne Negro de Darren Aronofsky (2011).



A principal diferença entre os dois, o que não muda a qualidade do remake, são atos bem definidos e as mudanças de tom são mais claras com excelentes pausas dramáticas e elementos de terror que prendem o espectador na história. E ajudam a gelar a espinha.

Outra grande diferença são a importância que os personagens secundários e antagonistas tem nessa história mais destaque. Um exemplo é Madame Blanc que recebe até mais características neste filme do que no original.

O visual é imersivo, as danças são bem trabalhadas e encantam cada vez que ocorrem com até mesmo ângulos não muito usuais para mostrar o espetáculo e ensaios. A apresentação final inclusive é tirar o fôlego e dramática sem quase nenhuma fala.

Suspiria vale sua visita aos cinemas para diversos públicos, os que amam terror, os amantes de uma boa história e aqueles que prestam mais atenção a parte técnica de um filme. São duas horas e meia imperdíveis. 

Texto elaborado por: Bruno Simioni Cunha
Edição do texto: Maytê Toledo
Contato: Naoparecemaseserio@gmail.com

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