Confira a crítica de O Rei de Roma
“Io sono Tempesta”, nova comédia italiana com lampejos dramáticos de Daniele Luchetti (Meu Irmão é Filho Único) mostra a história de Tempesta (Marco Giallini) que é um bilionário homem de negócios que, levado por uma necessidade de ser bem sucedido e ter atenção para sua empresa e a si mesmo, faz qualquer coisa para fechar um negócio, mesmo que isso o leve a infringir a lei. Depois de uma negociação dar errado, ele pode ser preso ou pode cumprir a pena de um ano com serviços sociais.
A comédia chamou atenção da crítica especializa que levou a sua exibição no Festival de Cannes 2018, porque ele não só é um filme leve com cenas dramáticas, ele critica diretamente a crise italiana e como os diversos segmentos da sociedade reagem a mesma crise, Tempesta acha que por causa da seu trabalho e posição social que ele é intocável e pode tudo, porém descobrimos que isso está fora da realidade.
Tempesta se colocou em situação de risco ao infringir a lei, porém os fatos o mostrarão, que dinheiro não é tudo na vida. O roteiro de Daniele Luchetti, Giulia Calenda e Sandro Petraglia é bem definido, com três atos bem marcados, algo esperado de filmes do gênero, mas saber usar o talento do elenco que possui principalmente Marco Gialini que faz um tremendo trabalho ao fazer boas cenas de comédia e drama.
Marco Gialini (Tempesta) em cena
Foto: Divulgação Agência Febre
A relação diária com os menos favorecidos, mesmo que ríspida, mostra a dificuldade de Numa de se relacionar com os outros, independente do dinheiro. Mostrando que o dinheiro é importante, mas não é tudo na vida, uma roupagem que já vimos em diversos filmes em O Re De Roma é baseada no real e na mudança de realidade.
O elenco, sem exceção alguma, está em total sintonia. Tudo funciona com naturalidade em tom de tragicomédia. O diretor Daniel Luchetti trabalha bem o bom elenco que tem e explora tanto o lado dramático quanto o lado comediante de cada um. Todos têm ao menos uma boa cena.
A comédia tragicômica, no entanto, tem vários pontos para reflexão e diversão despreocupada, sem ser crítica demais, como Luchetti está acostumado com alguns de seus filmes anteriores. Por isso você deve dar uma chance a O Rei de Roma.

