Confira a crítica de A Maldição da Freira
O gênero terror tem se tornado um gênero frequente nos cinemas, o que contribuiu para vertentes do mesmo, uma das vertentes é explorado por A Maldição da Freira, chamado de “found footage” (Filme encontrado, em tradução livre) que é basicamente a exibição de uma filmagem encontrada de maneira estranha.
Neste caso, temos a filmagem de uma câmera de 16mm de dois padres na década de 60 que visitam os infames “Asilos de Madalena”, locais reais presentes na Irlanda, onde mulheres eram enviadas para tratar doenças, ou possuíam problemas mentais, estes locais foram fechados apenas na década de 90. Devido a inúmeras denúncias de maus tratos eles locais foram finalmente fechados.
Agora que explicamos os detalhes, que são devidamente mostrados no início do filme, podemos começar a discutir o filme em si. Ele se inicia em uma investigação dos padres a um destes asilos de Madalena onde há relatos de estátuas que choram sangue.
Helena Berren (Madre Superiora) Foto: Divulgação – Grupo Playarte
O interessante deste filme, é que ele segue a estética dos filmes da época de 1960, onde vemos um enquadramento 4:3 ao invés do enquadramento 16:9, mais usado no cinema atual. Se você como espectador não está acostumado a esse formato, ele é estranho no primeiro ato, depois a visão humana se acostuma e filme segue normalmente.
O longa começa simples e logo fala dos maus-tratos sofridos pelas mulheres neste local, em especial uma grávida que é mantida encarcerada no subsolo, e conforme o filme avança percebemos a diferença em os dois padres. John (Ciaran Flynn) quer registrar algo sobrenatural, já Thomas (Lalor Roddy) é incrédulo a tudo, chegando a afirmar que os supostos milagres ou ações sobrenaturais são fruto da maldade humana.
Quando ambos começam a se deparar com as supostas informações sobrenaturais é onde podemos perceber o fraco roteiro de Aislinn Clarke (Que também dirige) onde diversas informações parecem retirados sem alterações de grandes filmes do gênero.
Lalor Roddy (Padre Thomas) em cena Foto: Divulgação – Grupo Playarte
No começo até assustam o espectador, depois eles se tornam repetitivos e são facilmente percebidos pelo espectador, por exemplo, pela época e pela falta de experiencia do responsável pelas filmagens, são levemente óbvios e esperados.
O único ponto positivo fica pela química da dupla de padres que age diferente em cada situação, onde eles concordam e as vezes discordam, essa química é a única informação que foge do padrão terror estabelecido pela A Maldição da Freira.
O filme até vale sua visita ao cinema, mas tenha uma informação clara na sua cabeça, este terror irlandês é padrão. Então não espere algo diferente.

