Confira a crítica de O Legítimo Rei, filme original Netflix
O filme retrata a Primeira Guerra de Independência da Escócia, o que imediatamente vem Coração Valente (1995) de Mel Gibson a cabeça, e seu William Wallace é citado em determinados momentos e historicamente eles estão presentes em momentos muitos próximos, o que faz a comparação entre Coração Valente e O Legítimo Rei válida. Mas calma, os dois são bons. Assista Coração Valente e depois o filme da Netflix (O que eu fiz) e parece uma continuação não oficial.
Ele traz tudo o que uma história medieval precisa, inclusive na parte de ação, O Legítimo tem a dose de sangue, ação e arcos dramáticos esperados. E todos são entregues.
David Mackenzie (A Qualquer Custo) diretor do longa, trabalha bem a frente histórica e se apoia em um fundamento presente em guerras, se apoiar em feitos históricos pra impulsionar sua história, aqui Wallace é tratado como um mártir, uma ideia, um herói, o movimenta a trama toda.
Foto: Chris Pine como Robert
(Divulgação / Netflix)
Robert (Chris Pine) usa os eventos de Wallace pra quebrar o acordo de paz com Rei Eduardo I (Stephen Dilane) e retornar a guerra encerrada com a morte de Wallace, Eduardo usa todo o seu poder pra derrubar Robert, porém ele não desiste, o que claramente movimenta o filme e traz uma excelente narrativa.
As cenas de ação são o grande feito do filme, ele traz a ação pra muito perto de espectador, de uma forma impactante, dura e até mesmo cruel, se não é o tipo de ação que você gosta, vai causar uma certa náusea, o que prefere você se deliciar. Chris Pine inclusive faz todo um trabalho visceral em Robert, ele se entrega ao personagem, seja nos arcos dramáticos ou nas cenas de ação.

Florence Pugh como Elizabeth
(Divulgação: Netflix)
A tensão criada durante todo o longa, tem alguns problemas de roteiro, ele se alterna muito, o que faz o espectador se perder em alguns momentos, pois em alguns momentos ela parece esquecida e em outros ela move a cena e os diálogos. Esse é o grande problema do filme.
Um exemplo disto é percebido na relação entre Elizabeth (Florence Pugh) e Robert, há momentos que eles parecem que tem um relacionamento simples, por terem um casamento arranjado e em alguns momentos eles estão perdidamente apaixonados, confunde um pouco espectador mais atento.
O Legítimo Rei é uma ótima pedida pra quem quer uma boa história e boas cenas de ação, mas quem quer isso ligado a uma boa história irá ficar um pouco decepcionado. É típico filme que divide opiniões, ou você ama ou odeia.
