Confira como foi o painel de Wifi-Ralph que ocorreu na CCXP 18
O painel ocorreu no dia 08/12 (Sábado), terceiro dia de CCXP. O presente painel ocorreu com as presenças dos diretores Rich Moore (Zootopia) e Phil Johnston (Detona Ralph), além do brasileiro Renato dos Anjos, head animation de Wifi-Ralph.
Os diretores abriram o painel falando de como foi a construção visual de como seria a internet
Os diretores entraram em consenso desde os storyboards que a internet deveria ser vertical, como prédios, como um site sobre o outro dando a ideia de construção e sobreposição.
De construir a internet como uma cidade, com os grandes polos dessa cidade ser representados pelos grandes sites, como o Google.
Esse empilhamento foi devido ao conceito de um site novo sobre o antigo e os polos serem os mais altos na cidade para dar a ideia de crescimento.
Os diretores comentam sobre as visitas para a construção da história.
Para realizar Zootopia (2016) visitamos a savana africana, para verificar a proporção dos animais e suas interações. Para a montagem de Frozen (2013) visitamos a Noruega para verificar as paisagens com neve e o meio ambiente da região que seria mostrada no filme e por fim visitamos o centro de informações, que envia diversas informações a outros lugares em Chicago, para termos informações de como essas informações são enviadas e como são dispostas, a visita foi de muita valia, pois foi a partir delas que pensamos em fazer as “ruas” simbolizadas pelos cabos.
Identidade visual
Para criar a identidade visual de Wifi-Ralph pensamos em dois tipos de personagens, os Netviews, que simbolizam a nossa versão na internet, por isso todos tinham a mesma característica, este conceito foi para simbolizar a nossa navegação na internet e os representantes dos sites teriam formas diferentes de corpo de acordo com o site que representavam, quando era um site de vendas, como o Ebay, os personagens tinham uma cara de vendedor mais dura e séria, mas quando falamos de uma site mais jovem como o Youtube, ele teria uma cara mais jovem, antenada a moda e com vozes mais leves.
Desafios dessa animação
O maior desafio dessa animação foram as roupas da personagem Yesss, seu casaco que imita pele foi o maior desafio individual, já o desafio global foi o modo de andar de simbolizar os movimentos do mouse de uma forma não tão fluída como o restante dos outros personagens.
A melhor parte ou mais divertida
A melhor parte da animação foi com certeza trabalhar com diversos personagens icônicos, como as princesas Disney e coloca-las todas na mesma cena, inclusive visitamos as atrizes que representam essas princesas nos parques para capturar um possível trejeito ou modo de agir.
E conseguir todas as vozes originais das princesas para dublar elas, foi também icônico, além é claro delas ajudarem no refinamento de cada princesa.
Essa cena inclusive foi trabalhosa, afinal tínhamos mais de 20 personagens em cena, cada uma age e se porta de maneira diferente o dificultou o processo, mas fazê-la foi prazeroso, se me dissessem que faria algo assim quando criança eu não acreditaria.
Construção de Slaughter Race
Para a construção dessa parte da animação, ficamos preocupados em realizar carros diferentes, que simboliza a personalidade de cada personagem, para isso visitamos corridas reais e andamos com pilotos com diferentes estilos para capturar a essência de cada um, além de fazer com que cada movimento dos carros fosse verdadeiro e legítimo.
Inclusive chamamos para essa parte o grupo da Disney que está acostumado a construir cenas de ação para justamente nos ajudar em criar cenas críveis e com sentido, para que não houvesse nenhum exagero ou falta de peso.
Confira a crítica de Wifi Ralph | Wifi Ralph | Crítica
