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| Excelentíssimos | Crítica

 Confira a crítica de Excelentíssimos

Foto: Poster divulgação do filme Excelentíssimos
O mostra uma parte histórica, para não dizer política, do Brasil. Ele começa com a reeleição do governo Dilma e o processo de impeachment que veem em sequência. Então veremos aqui todas as articulações presentes neste período, o filme não irá entrar na discussão se é golpe ou não, ele simplesmente te contará a história.
Em suas duas horas e quarenta, o longa te conta de uma forma muito simples e até mesmo didática de todos os processos, aqui não temos politiques ou juridiquês, o filme transcorre até que bem quando pensamos que se trata de política, principalmente política no Brasil.
Excelentíssimos mostra diversas personalidades políticas em diversos momentos, com algum destaque temos o presidente da câmara na época, Eduardo Cunha, o vice (hoje atual) presidente Michel Temer e o ex-presidente Lula.
O interessante também neste filme é conseguir contar tanta história, de uma forma coesa, concisa e próxima a ações. E ainda traz diversas imagens que não foram divulgadas pela imprensa na época, como cenas que em teoria não havia um câmera ou microfone ligado. Até mesmo os protestos da época tem seu espaço.
A narrativa criada conta a história, sem lados, partidos ou opiniões com o objetivo de deixar isso a cargo do espectador, nem mesmo nomes dos políticos são mostrados em tela são apenas imagens bem costuradas em uma história linear, pode ser cansativo, mas vale o sacrifício.
O diretor Douglas Duarte (Sete Vidas) traz uma boa história política e edita de uma forma que te conta tudo o que você precisa saber, com conceito diferente, pois ele não foca apenas em diálogos, ele mostra tudo, do deputado se arrumando para a entrevista e ela sendo encerrada, para justamente evitar os “prejudicados pela edição” e pegar mais 800 horas de material e contar uma história precisa em 2h30 é louvável, vale a visita ao cinema, não importando se você é a favor ou contra. 

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