Confira a crítica de Sueño Florianópolis
Sueño traz aquela experiência de viagem de família no final do anos 90 (A trama se passa neste período) onde tem pessoas, objetos e comida em excesso em carro compacto, onde diversos acontecimentos podem ocorrer desde a quebra do carro e ele ficar sem gasolina na beira da estrada, o primeiro ato do filme que seria utilizado para mostrar os personagens mostra qual será a atmosfera do filme.
Após colocar tudo em cena e entendermos o conceito do longa, somos então apresentados ao casal argentino Pedro (Gustavo Garzón) e Lucrécia (Mercedes Morán) que viajam para Florianópolis com os dois filhos adolescentes a fim de aproveitar o câmbio favorável, até aqui uma loucura que qualquer família normal faria sem sombra de dúvida.
O casal conhece Marco (Marco Ricca) e Larissa (Andrea Beltrão) que tem a missão de mostrar o local aos gringos e ao mesmo tempo criar uma rápida amizade, a fim de fazer os gringos se sentirem em casa, ao fazer isso criam-se laços e relações rapidamente.
O roteiro de Ana Katz, que também dirige, propõe uma relação humana em uma situação inusitada ou fora de contexto, se nessa proposta temos uma grande história, com o ritmo necessário que uma viagem de férias, às vezes lento, preso em tédio ou em momentos rápidos que precisam de soluções rápidas, o roteiro balance-a bem isso, além de ser crível em todas as situações apresentadas.
O único problema deste roteiro que acaba se refletindo no filme é justamente em focar em situações, não em grandes diálogos ou grandes cenas, as respostas as situações são reais e criam empatia, mas não há dramaticidade ou peso necessário.
Claro que a visita ao cinema vale a pena, Sueño é real e totalmente encaixado na linha temporal que apresentado e tem nas relações humanas sua principal força, um filme real é sempre bem-vindo, mesmo que ele uma argentinos e brasileiros.
