Confira a crítica de Culpa – Filme que está na 42° Mostra Internacional de Cinema de São Paulo
Depois de exibições nos festivais e Rotterdam (Holanda) e Sundance (Estados Unidos), chega o filme dinamarquês Culpa (Guilty) a 42° Mostra Internacional de São Paulo, o longa inclusive foi o indicado da Dinamarca para o Oscar de melhor filme estrangeiro.
O filme desde a primeira se percebe que ele será contido, filme que não será feito com grandes locações e movimentações que tudo que veremos estará dentro da central de emergência e ficaremos sobre os olhares e ações de Asger (Jakob Cedergren).
Asger começa no filme como apenas um policial de emergência, o policial que atende as ligações quando alguém liga procurando ajuda ou socorro, percebemos pela forma que Asger age no começo do longa que ele não faz parte deste lugar, mas ao atender um suposto sequestro começamos a entender melhor a história.
Um filme que não muda de cenários ou sua narrativa tem que obrigatoriamente trazer uma boa história pra que o espectador não lembre que o cenário não mudou desde que a história começou. Culpa tem tudo isso. Uma história com diversas mudanças que fazem a história fluir com facilidade e prende o espectador na tela.
Asger muda a cada troca de narrativa e com isso ficamos sabendo mais sobre o personagem e por que ele se encontra nessa situação, temos uma construção de personagem impecável em Culpa. Jakob faz uma interpretação de Asger muito construída pelos atos que o envolvem ele termina o filme totalmente mudado pelos atos.
O diretor do longa, Gustav Moller, que faz aqui sua estreia em um grande filme, sabe usar Jakob e suas mudanças de humor com uma câmera sempre próxima, abusando das feições de Asger a cada ligação. Valorizando ainda mais a interpretação do ator.
Culpa é um filme simples quanto a montagem, mas quando analisamos a interpretação e a narrativa temos aqui um grande filme que merece sua atenção na mostra internacional de São Paulo.

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