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| O Homem Perfeito | Crítica

Confira a crítica de O Homem Perfeito

O filme tem desde seu primeiro material de marketing o conceito de ser aquele típico longa do cinema nacional atual, uma comédia focada no cotidiano e relacionamentos e com isso criar uma atmosfera leve e entretém o espectador e após ver O Homem Perfeito essa opinião se manteve.
O longa discute a relação entre Diana (Luana Piovani) e seu marido Rodrigo (Marco Luque) que possuem uma vida comum com visões diferentes sobre o mundo, enquanto Rodrigo que é quadrinista defende um mundo alternativo com mais poder aos escritos, já Diana fica feliz em ser Ghost Writer, uma escritora que escreve em nome de outras pessoas, no caso deste filme em nome de subcelebridades e astros da música, se tem a sensação no primeiro ato que o filme irá pra lados diferentes, mas na primeira reviravolta percebemos que não irá.
A relação está estremecida, pois Rodrigo se apaixona por uma bailarina Mel (Juliana Paiva) 20 anos mais jovem, este novo relacionamento faz com que Rodrigo queira terminar o relacionamento com Diana e vá morar com a bailarina. Por perceber que possui sentimentos por Rodrigo, Diana cria o Homem Perfeito com o intuito que terminar esse novo relacionamento.
O filme trabalha bem os aspectos das relações, mas falha em trazer uma história real que poderia gerar empatia com o espectador, mas algumas decisões tomadas são questionáveis e fora de realidade. Ele trata diversos assuntos, porém nenhum ganha profundidade necessária.
Luana e Marco tem a responsabilidade de carregar o filme, pois tudo gira entorno dos dois, a nossa sorte é que ambos correspondem e temos aqui um filme raso com boas atuações, o roteiro de Tati Bernardi (Meu Passado Me Condena) pode não tratar bem os temas apresentadas, mas aproveita bem veia cômica de todos os atores e atrizes. Há diversas cenas engraçadas com excelentes piadas, Luana inclusive tem as melhores.
Esse é o grande problema de O Homem Perfeito, ele tem bons conceitos, mas trabalha mal tudo que apresentado, por exemplo temos aqui um personagem machista o roqueiro Caíque (Sergio Guizé) e por algumas cenas se imagina que ele irá mudar durante o longa pelos diálogos entre ele e Diana, mas quando o filme se encerra percebe-se que não houve a mudança sugerida.

O filme parece se levar a  sério em algumas cenas, mas ele é aquela típica comédia romântica morna que você assiste sem compromisso pra relaxar depois de uma dia de trabalho pesado.

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