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| Benzinho | Crítica

Confira a crítica de Benzinho, ganhador de prêmios em Gramado como melhor atriz (Karine Telles) e melhor atriz coadjuvante (Adriana Esteves).

Benzinho começa como qualquer filme de família, principalmente uma família de classe média abalada pela crise econômica. O longa em seu começo não mostra a que veio, mas o filho mais velho (Ariclenes Barroso) recebe uma oportunidade de estudar na Alemanha, a grande transformação ocorrer e se entende as diversas premiações que o filme levou no festival de Gramado.
Karine Telles, que faz a típica mãe que não quer perder o filho pro mundo, mas ao mesmo tempo quer que ele vá, lembra que tem cuidar os filhos menores, ajudar a irmã (Adriana Esteves) com problemas e manter o casamento com Klaus (Otávio Muller). Uma pessoa normal não daria conta, mas um mãezona dá conta, mesmo errando no caminho.
O turbilhão de emoções onde diversos filmes se perderiam pelo excesso de subtramas, Benzinho se mostra acima de tudo isso, mostra todas as subtramas de uma forma crível e competente com grandes cenas de atuação.
O longa é emocional e sabe utilizar esta lado com perfeição, seja close-ups explorando as feições dos atores ou em planos abertos mostrando os diálogos dando espaço para a história se desenvolver. Essas mudanças são bem vindas, pois mexem na carga emocional sem apelar pra alívios cômicos.
O roteiro sabe muito bem trabalhar a história e dar contexto a ela, seja nos ambientes, nas conversas e na trilha sonora bem escolhida para cada momento. Benzinho é uma ótima forma de mostrar como é possível dar nuances diferentes a um história linear sem perder qualidade.
O problema do filme que poderia fazê-lo perder qualidade é a dependência total da boa performance dos atores, a história e diálogos são simples, mas o elenco dá a carga emotiva quando necessário, sorte nossa e do longa que todos os envolvidos estão muito bem transformando um filme comum em um filme memorável.
Benzinho é um filme sério, familiar e bem montado fazendo jus a todas as críticas positivas e como é bom assistir um longa nacional que sai do marasmo das comédias atuais.

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