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| Logan | Crítica

Confira nossa crítica de Logan
Logan marca o fim de Hugh Jackman interpretando Wolverine, e Logan tem como missão encerrar este legado que tem 17 anos. E o filme faz jus? Sim, ele faz mas temos que conferir alguns pontos antes de realizar determinadas afirmações.
O longa mostra um Wolverine cansado, com os poderes de cura debilitado e cuidando de um Professor X (Patrick Stewart) também com dificuldades. Essa relação aprendiz e mentor que foi clara em todos os filmes sobre os X-Men fica muito mais evidenciado e claro ao espectador. Xavier tem Alzheimer e precisa de cuidados médicos intensivos e cabe a Logan cuidar dele e ao mesmo tempo se manter escondido por ser um mutante.
O começo do filme é pra isso, mostrar de como temos que assumir responsabilidades, de como envelhecer é difícil e que temos que ajudar nossos amigos sempre que possível. Mas quando uma pequena mutante chamada X-23 (Dafne Keen) entra em cena é quando percebe-se porque este filme quer fazer jus ao último filme de Wolverine.
Muito se reclamou sobre as cenas de Wolverine nos filmes anteriores, pois o personagem luta pra matar, desmembrar e fazer o inimigo sangrar colocando seu corpo a prova de tudo. James Mangold, diretor deste longa e de Wolverine: Imortal soube muito bem trazer este estilo de luta para o cinema, as cenas de ação, neste longa fazem jus ao personagem. E percebe-se que X-23 também sabe lutar, do mesmo jeito de Logan.
O filme faz algo que não temos acostumados em um filme baseado em quadrinhos, focar em trabalhar uma relação de família, em mostrar que o cara pode até ser superpoderoso, mas ele tem pessoas que dependem dele, seja por afeto ou porque existem pessoas que precisam criar vínculos. Logan faz isso com maestria, seja em mostrar uma relação aprendiz e mestre com Wolverine e Charles ou quando mostra uma relação pai e filha quando Logan e X-23 estão em cena.
O ponto negativo de Logan, fica a cargo do problema crônico em filmes com personagens de quadrinhos da Marvel sobre os cuidados da Fox, seja na tentativa de estabelecer uma linha de temporal e ao mesmo tempo fingir que ela não existe, ou se ater a detalhes que não muito pequenos que não mudam muito o andamento do filme. Fox ainda demonstra dificuldade de lidar com os produtos que tem na mão.
Logan tem um saldo muito positivo, valendo com certeza a ida ao cinema, apenas lembrando que ele recebeu a indicação para maiores de 16 anos, então não espere um filme leve, fofo e divertido. Porque a missão de Logan é outra, é demonstrar relações, conflitos e de como a vida não segue um rumo linear.

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