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| Caça Fantasmas | Crítica

Confira nossa crítica do novo Caça-Fantasmas, dessa vez com novas personagens controlando as mochilas de prótons
Quando um livro é adaptado ao cinema, a premissa é simples, se o filme for lucrativo outros virão. Caso isso não ocorra, as sequências são canceladas, mas quando é uma franquia? Se o novo filme não der certo, o que acontece? Esquecemos (Demolidor O Homem sem Medo)? Fingimos que o novo filme nunca ocorreu (Oi, Lanterna Verde!)? Essa é a missão depositada em cima de Paul Feig, diretor do novo Caça-Fantasmas. Ele conseguiu? Veremos.
Antes de falarmos do novo filme, vamos entender o que ocorreu durante o processo, pois esta película sofreu diversas mudanças durante seu curso. A idéia era um Caça-Fantasmas 3, com os atores originais e que “passariam a tocha” aos novos personagens, essa idéia teve muitos problemas, o principal foi a recusa de Bill Murray (Peter Venkman no original) em participar do projeto, mas com a morte  de Harold Ramis (Egon Spengler no original) em fevereiro de 2014. Iniciou um novo roteiro, com o filme que vimos agora.
O filme tem um elenco parecido com o original, não quero dizer que temos novos “Venkmans Ou Spenglers”, mas a base é igual, enquanto no original você tinha apenas atores comediantes vindos do Saturday Night Live (Icônico programa de humor americano), as atrizes escolhidas vêm da comédia, apenas os caminhos que são diferentes, algumas tem a mesma base e outras fazem comédia, mas de outra forma.
As novas Caça-Fantasmas são Erin Gilbert (Kristen Wiig),  Abby Yates (Melissa McCarthy),  Patty Tolan (Leslie Jones) e Jillian Holtzmann (Kate McKinnon) e ainda temos Kevin (Chris Hemsworth), o grupo que consegue sustentar o filme inteiro sem precisar de easter-eggs, grandes efeitos ou grandes produções, pois o tempo que esse grupo está reunido é diversão garantida, seja nas piadas, nas tiradas instantâneas e até mesmo no bullying entre elas. O filme só funciona bem porque esse grupo, toda vez que você precisa dele, ele funciona e muito bem.
O conceito é novo, mas os fãs dos filmes originais não ficam desamparados. Os atores originais retornam, mas dessa vez com papeis secundários, sem ligação com os trabalhos anteriores, “fã service” na sua melhor definição. Até mesmos os fantasmas vilões anteriores retornam.
O filme é como uma comédia deve ser, divertida e mostrar as relações humanas de uma forma mais simples, mais “família” e Caça Fantasmas tem isso e acaba sobrando, pois cada comediante tem seu estilo, sua forma de ser engraçado e o roteiro colabora com tudo isso.
Uns dos poucos problemas desse filme, é tentar parecer como o primeiro filme, algumas situações apresentadas são muito parecidas e o vilão tem semelhanças com os outros filmes, em algumas cenas e momentos, o filme “copia” as mesmas informações ao invés de criar novos laços ou informações.
Outro ponto a ser citado é a tecnologia do CGI para realizar os fantasmas, o trabalho é impecável, é parecido com o original, mas na tela grande é resultado é perfeito e o 3D é muito bem usado nas cenas que há fantasmas, em alguns momentos parece que ele está próximo a você, olhando diretamente para o espectador. E as brigas entre as Caça e os monstros é bem sincronizados e ficam bem estilizados, sem parecer artificial ou mal resolvido.
O saldo deste filme é positivo. Em um mundo de Rey (Star Wars: O Despertar da Força) e Furiosa (Mad Max: Estrada da Fúria) mostra que o “girl Power” está em alta e deve continuar nessa tomada, pois uma garota tem que saber que ela pode ser o que ela quiser, e se uma dessas motivações for  salvar o mundo. Ela tem modelos a seguir, ela não precisa que um homem faça tudo, ela pode tudo e consegue tudo. Então, vá assistir e se divirta, pois o filme é bom pros fãs da franquia e deve conseguir novos fãs.

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