Confira a crítica de Angry Birds
Caso você tenha um smartphone, com certeza algum jogo de Angry Birds você tem ou teve em seu aparelho, ou até mesmo você já ouviu essas duas palavras vindas de um amigo, filho, sobrinho, enfim. Mas a incursão dos pássaros para o cinema é bem sucedida? Bom, confira nossa crítica.
O filme começa mostrando a ilha dos pássaros, onde ironicamente nenhum pássaro voa, mas tudo bem, vamos ao que interessa. Somos apresentados ao pássaro vermelho Red (Marcelo Adnet) que um órfão que claramente não achou seu espaço na ilha, pois está sempre sozinho, inclusive ele mora sozinho e longe da vila.
Red tem problemas de socialização, que surgiram na época de escola, já que sofria bullying dos colegas e na vida adulta nunca encontrou um amigo de verdade, e um acesso de raiva acaba sendo sentenciado a um tratamento de controle de raiva, onde a história começa a tomar forma e fica interessante.
Red conhece Chuck (Fabio Porchat) e Bomba (Mauro Ramos) a dinâmica entre os três fica clara, desde a primeira cena, os grandes momentos virão desde trio, e as características do game começam a aparecer aqui também. Chuck tem como forte a velocidade, sofrendo de crises de ansiedade e falta de paciência durante a trama e Bomba, bom, o nome já diz tudo.
Os porcos grandes inimigos dos pássaros nos games, estão presentes no filme, da mesma forma que conhecemos. Eles querem os ovos, e fazem de tudo para alcançar seu objetivo, sem se importar com as conseqüências.
No filme a principal preocupação é criar uma narrativa, algo inexistente nos jogos, mas elementos do game são inseridos durante essa narrativa. Tudo o que faz parte de um jogo de Angry Birds está no filme, como o estilingue, o método de mira, inclusive as habilidades únicas de cada personagem aparecem, mesmo de forma sutil, mas estão presentes. A forma de como o filme apresenta tudo isso é feita de uma forma simples, com explicações sutis e graficamente perfeita. O lançamento dos pássaros e a destruição que eles podem causar no cenário também merecem atenção.
A trama do filme é leve, afinal estamos falando de game que virou filme, mas as piadas, alívios cômicos são muito bem feitos e o timing é perfeito, talvez auxiliado de termos comediantes auxiliando na dublagem. As cenas são hilárias.
O final fica dentro do esperado, o “Zé ninguém” salva o dia, ganha sua posição na vila, faz amigos e “vive feliz para sempre”, mas nada que estrague a experiência.
O filme tem seus problemas, mas ficam restritos ao primeiro ato, pois demora a apresentar os demais personagens e o foco fica ligado a Red, deixando os outros personagens como alívio cômico, sem adicionar tanto valor a trama.
O saldo é positivo, principalmente quando se pensa que o filme foi criado apenas para ser uma nova forma de explorar a franquia de games, mas o resultado final surpreende até quem nunca ouviu falar no game. Vale o ingresso, só não vai começar a atirar pássaros nas pessoas, pega mal.

